segunda-feira, 14 de março de 2011

Comprar Camisinha: Sempre uma aventura!

Poucas situações são tão constrangedoras como a primeira vez em que você tem que comprar camisinha em uma farmácia. Por mais que o método contraceptivo a base de látex seja distribuído gratuitamente em postos de saúde, em alguns casos você tem apenas as farmácias e supermercados em geral como local mais próximo para adquirir o seguro anti-DST.





Apesar de ser algo extremamente natural, não deixa de ser uma situação que causa certo embaraço. Você está ali com o objetivo de comprar algo estritamente relacionado a sexo. Na sua cabeça, o vendedor está comentando que você provavelmente nem sabe como usar um preservativo. Ás vezes, ele até cogita a idéia de te ensinar a colocar uma camisinha… com a boca. Pervertido!
Mas, situação constrangedora mesmo é quando você tem que comprar a camisola e a vendedora geralmente é uma garota da sua idade. Por um lado, você passa a imagem de um rapaz jovem e sexualmente ativo, o que pode render uma cantada na hora de pagar. Por outro, se você gaguejar na hora, pedir alguma informação básica ou simplesmente demonstrar nervosismo, ela obviamente pensará que você um virgem fodido que está comprando camisinhas para encher de ar e brincar de vôlei durante um show de rock.


O caso pode piorar quando o estabelecimento fornecedor da proteção peniana é um mercado. Existe a grande possibilidade de você entrar em uma fila com, no mínimo, mais umas quatro ou cinco pessoas atrás de você e bem na hora de passar a caixa (ou o pacotinho) no leitor óptico, o aparelho travar e a atendente ter que solicitar via microfone e sistema de áudio interno do mercado a presença do gerente, ou simplesmente perguntar quanto custa um pacote de “Olla sensitive ultra-fina para pênis pequenos”. É a situação clichê de comédias adolescentes, mas uma das mais prováveis de acontecer um dia com você.
Lembro que a primeira vez que precisei comprar camisinha, a situação foi exatamente a descrita acima (digo, o parágrafo acima do parágrafo acima. Não tenho o pênis pequeno). A garota do caixa devia ser um pouco mais nova do que eu. Tentei manter a calma, não parecer nervoso ou idiota, mas no fundo eu estava com uma vergonha do caramba. Eu sou um bocado tímido, a propósito, e isso me deixa com uma aparência meio desconsertada em situações como essa.
Tentei evitar o menor contato visual possível. Falei o mínimo necessário para esse tipo de comunicação:
- Quanto é?
- R$ 3,75.
- Toma.
- Ta aqui o troco.
- Brigado.
E saí. Não olhei pra trás. Não tive coragem de confirmar se ela tinha um olhar de desejo em relação a minha pessoa. Fui para o carro e me dirigi ao local apropriado para a realização do ato fornicatório.
Depois da primeira vez, você aprende a lidar melhor com essa situação. Você passa a comprar camisinhas como se estivesse comprando balas. Com um sorriso no rosto e a certeza de que logo mais irá comer algo bem gostoso. Risos.

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